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A Quinta Dos Avós
 

  Convivêr paredes meias com a história, junto a um palco onde se jogaram por vezes os destinos de Portugal e Espanha -e porque não de Inglaterra ou França- nem sempre é possível.

  Passar férias junto a uma vila, onde a confluência de duas culturas tão próximas e tão distintas se reflecte numa ambiência quase irreal, com uma atmosfera de mistério, carregada de pequenas e grandes histórias, é por si só aliciante.

  Se aliarmos a tudo isto uma Quinta equipada com o conforto dos nossos dias, e uma magnífica casa Solarenga, onde seremos recebidos num ambiente de outros tempos, mas com a naturalidade de quem cumpre um dever quotidiano, o que era apenas aliciante, pode dizer-se que se transformou num sonho.

  A Quinta dos Avós, a escassos 1300 metros da Vila de Campo Maior, poderá oferecer esse ambiente de sonho e muito mais.

   Coloca-nos no centro de uma região que, pelas suas características, se pode considerar de grande interesse histórico, arqueológico, cultural, cinegético e turístico.

   Mas se pretendermos apenas passar alguns dias num local aprazível e sossegado, longe da agitação dos grandes centros, este será um lugar tentador, possìvelmente com a dimensão exacta dos nossos desejos.

   Campo Maior é uma urbe plena de interesse arquitectónico e urbanístico, aliando a tudo isto tradições culturais quase únicas no mundo. Edificada sobre colinas, esta vila foi durante grande parte da sua história uma praça forte, cobiçada e fundamental para as manobras militares de que esta zona fronteiriça foi palco até finais do século XVIII. Esta condição ditou em grande parte a fisionomia e a estrutura do aglomerado urbano - um rendilhado de ruas quase sempre nascendo no castelo ou nele confluindo, conforme as épocas eram de paz ou de guerra.

   Nem só na estrutura urbana se encontra o encanto desta vila. Cada uma das suas ruas, a par de uma grande coerência morfológica, apresenta uma enorme variedade de motivos arquitectónicos.


   É tempo agora de falar das pessoas, do seu modo de falar e de estar no mundo. Nas ruas limpas logo pela manhã cedo. A reunião de esforços que de anos a anos nos proporcionam um espectáculo impressionante de côr, imaginação e calor humano; uma ou duas vezes em cada década, a vila veste-se de flores e de outros artefactos do nosso quotidiano, que só ao toque da mão podemos distinguir se são reaisou "apenas" papel trabalhado. Durante uma semana ninguém dorme, pelo menos de noite e, ao som de palmas e castanholas, é folgar como se dos ultimos dias de vida se tratasse.

   A cerca de 3 Kms da vila uma magnífica barragem, campo a perder de vista, Elvas, Arronches, Monforte e a vizinha Espanha e todo um conjunto de atractivos...

 
Mas por agora resta-nos descansar relembrando os versos de Walter Scott...

"To Campo Maior comes, he had quietly set down..."

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